Por que treinar seu time é importante: 3 exemplos práticos

Ontem e hoje foram dias de sofrer com atendimento.

Não creio que seja somente eu; todos no Brasil padecem ao buscar auxílio.

Vamos às situações, as mais variadas.  E algumas sugestões.

TAP

A TAP abriu voos novamente de Porto Alegre a Lisboa. Compramos passagens há 100 dias. Numa classe que permite marcação de assentos.

Ao fazer o checkin ontem, os assentos eram outros. Opa?!

Como ser atendido?

  • A central telefônica me deixou duas vezes 30 minutos esperando um atendente que não apareceu.
  • No Instagram ninguém responde.
  • E-mail só recebo resposta padronizada.
  • Bot? Que bot?

Ideia: fazer um fiasco ao fazer o check-in hoje e correr o risco de prisão?

Paga, Robertinho, paga a marcação adicional de assentos e nunca mais viaja com essa empresa!

“Nunca mais viaja” esse ano, claro, por que é a única que voa do meu país, Rio Grande do Sul, para a Europa.

Isso me recordou um artigo que escrevi/plagiei em 2015:

Por que o atendimento ao cliente continua ruim – parte 1

Um futuro cliente

Vejam o que o uso de mensagens instantâneas (via Whatsapp) no ambiente corporativo causa.

Elas são práticas. Rápidas. Não demandam muita espera pelo retorno (ao menos, a ideia é essa).

O recurso se torna informal por suas próprias características. Ninguém joga futebol de paletó e gravata, tampouco nada numa piscina com casaco de peles.

Quero caracterizar: a situação se reveste de comportamentos apropriados.

Mas…

Achei que era alguém querendo enviar uma “proposta de internet a fibra ótica”/”metodologia de catapultar vendas”/”raptei sua filha e só entrego se”/”eu rejuvenesci 30 anos, saiba como” e assim por diante.

Ora, faltou um treinamento para a pessoa se apresentar:

“Olá, meu nome é Juremir, sou da empresa Y…”

Pegou alguém do outro lado cansado de diariamente receber mensagens de bots oferecendo de tudo, então… Rolou esse conflito no diálogo.

Contornado por que a pessoa logo em seguida explicou quem era.

Mas não é natural usar protocolo no Whatsapp. Mas ao adaptar uma ferramenta que nasceu no ambiente pessoal para o ambiente corporativo torna-se necessário um cerimonial, uma formalidade preambular (PQP, com essa matei a pau, preambular!!).

Farmácia do bairro

Sim, ela também tem app para compras.

E as lojas da sua cadeia mantém seu estoque “furado” (motivos diversos: correria, indolência, descontrole, confusão, falta de gente etc.) o que causou esse dissabor:

O problema aqui não é a apresentação, tampouco a bagunça do estoque.

É empurrar o problema ao cliente!

Qual deveria ser o comportamento do atendente?

O que posso fazer para ajudar este cliente antes mesmo dele descobrir que tem um problema.

  • Pesquisar no sistema alguma loja próxima para que ele possa ir buscar direto lá?
  • Ter uma atitude proativa e buscar na outra loja, para não perder o cliente?
  • As alternativas são múltiplas, exceto EMPURRAR O ABACAXI AO CLIENTE.

A IA vai resolver essas coisas?

Ah, uma boa pergunta.

Talvez a questão de apresentação.

Talvez a segunda, mas o estoque ainda é atualizado de forma manual.

Precisamos pensar a respeito. E enquanto a IA não resolve, que tal treinar o pessoal a:

  1. Se apresentar formalmente no Whatsapp?
  2. Verificar alternativas antes de informar ao cliente o inconveniente de “vendemos e não há em estoque”?

Abrazon

EL CO, ansioso, a algumas horas de voar sobre o Atlântico!

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